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| Juventude e força A África do Sul é um dos outsiders neste Campeonato do Mundo. Sem serem considerados um dos principais favoritos à conquista do título mundial, os sul-africanos são sempre uma selecção temível para qualquer adversário. Com uma equipa bastante jovem, o râguebi da África do Sul tem como ponto forte o poderio dos seus avançados, onde pontificam os dois saltadores Bakkies Botha e Victor Matfield e o flanqueador Schalk Burger, um dos mais promissores jogadores do râguebi sul-africano. A grande lacuna dos Springbok está nas suas linhas atrasadas, onde a referência continua a ser o veterano Percy Montgomery. O primeiro grande obstáculo da África do Sul será a Inglaterra, no dia 14 de Setembro, mas a selecção treinada por Jake White não deverá ter grandes dificuldades para garantir um dos dois primeiros lugares do Grupo A e o respectivo apuramento para os quartos-de-final. O símbolo da selecção da África Sul é o Springbok, um antílope característico deste país africano. No entanto, no início dos anos 90, este emblema foi motivo de muita controvérsia. Para muitos sul-africanos, o Springbok simbolizava a política de segregação racial do apartheid implementado na África do Sul durante várias décadas. Após a abolição deste regime, em 1990, o governo do ANC, eleito em 1994, chegou mesmo a propor que o símbolo do râguebi sul-africano fosse alterado. Porém, Nelson Mandela, o primeiro presidente de raça negra no país, apôs-se a tal alteração e a selecção da África do Sul, a jogar em casa, acabaria por se sagrar em 1995 campeã do mundo com o Springbok como símbolo. Previsão do PÚBLICO: Segundo lugar no Grupo A População: Cerca de 47 milhões de habitantes Presidente da South Africa Rugby Union: Oregan Hoskins Seleccionador: Jake White Jogos na fase de grupos Jogadores convocados |