Independentemente de todas as questões relacionadas com o comportamento bolsista, da existência ou não de uma nova economia ou da retoma dos gastos em TI, a Internet tem vindo a transformar rapidamente, directa ou indirectamente, o mundo empresarial.

Neste sentido, a IDC Portugal, em colaboração com a Innovagency e com o apoio do PÚBLICO, criou um painel, constituído por personalidades líderes de opinião das principais empresas e instituições do mercado nacional, com o objectivo de diagnosticar e acompanhar as grandes tendências e expectativas de adopção de tecnologias de informação em Portugal.

O Painel e-business será apresentado quinzenalmente no jornal PÚBLICO, nos sites www.publico.pt e www.idc.pt, onde constarão os gráficos resultantes da opinião dos membros, um comentário da IDC aos resultados e os nomes dos membros que, nessa quinzena, compuseram o Painel.

Acreditamos que esta iniciativa constituirá um contributo decisivo para a afirmação de um observatório credível, que possa vir a antecipar e partilhar uma visão mais clara do domínio tecnológico do mercado, promovendo assim uma melhor e mais rápida evolução das nossas empresas na optimização/reinvenção dos seus modelos de negócio.


_Nº 10 - O impacto da economia nos investimentos em TI

Passados pouco mais de seis meses do inquérito em que tratámos este tema, parece-nos interessante avaliar qual o impacto que a história deste período impôs ao nosso mercado.

Neste breve período, houve uma inversão na tendência de descida na generalidade das Bolsas mundiais; tivemos a chamada guerra do Iraque, as últimas previsões do Banco de Portugal não são propriamente aliciantes, mas o mercado dá mostras de uma, ainda que frágil e lenta, retoma da economia.

Na época, Novembro de 2002, fizemos apenas quatro questões, as quais as repetimos com as devidas adequações, e acrescentamos uma, para efeitos comparativos. Relembramos que o objectivo daquele (e deste) painel era perceber quais os principais factores que têm vindo a influenciar negativamente, ou não, os investimentos em TIs, e quais os projectos mais voláteis à esta situação.


Comentários

No 10º inquérito ao painel e-business, a IDC decidiu avaliar o impacto que a história impôs ao nosso mercado e, seguindo a mesma estrutura do inquérito realizado no final de 2002, tentamos perceber novamente quais os principais factores que têm vindo a influenciar os investimentos em TI (Tecnologias de Informação).

Passados pouco mais de seis meses, e ao perguntar novamente quais os três principais inibidores dos gastos em TI, verificamos que os factores de ordem económica, quer ao nível macro quer micro, começam lentamente a ceder para questões específicas relacionadas com o impacto dos investimentos em TI no negócio, mais concretamente: a dificuldade em calcular o ROI. É curioso também verificar que há um decréscimo (de 40% para 30%) no número de respondentes que menciona os elevados investimentos realizado nos últimos 3 anos como um inibidor dos investimentos.

A segunda questão tinha como objectivo analisar quais os projectos/sistemas mais voláteis à situação económica actual. Apesar de haver pequenos desvios face ao inquérito anterior, continua a verificar-se que os projectos mais inovadores, que na maioria das empresas se encontram em fase de arranque, como é o caso das aplicações móveis, eLearning e até mesmo o comércio electrónico, são aqueles que apresentam maior volatilidade. Em contrapartida, a infra-estrutura, segurança e aplicações de gestão empresarial encontram-se entre os mais estáveis.

Seguindo com a inquirição, e apesar de verificarmos neste inquérito um maior número de respostas com indicação que o investimento em TI iria manter-se ou aumentar em 2003 (de 65% para 81%) , quase 2/3 dos respondentes disseram que a aposta em novas soluções tecnológicas inovadoras/emergentes (por oposição a consolidar as suas tecnologias correntes) será reduzida ou muito reduzida.

Ao analisar globalmente os resultados obtidos, e apesar de haver uma percepção menos negativa da situação económica, fica patente que o controle de custos e a avaliação do impacto das TI nos objectivos das organizações continuam a ser questões críticas e cada vez mais perseguidas pelos actuais gestores, tornando a avaliação do ROI dos projectos numa obrigação. Paradoxalmente, verificamos que há uma enorme dificuldade por parte das empresas em calcular o respectivo retorno dos projectos, devendo portanto, ser utilizada uma metodologia que permita atender a evolução da complexidade dos projectos, principalmente no que toca aos benefícios intangíveis.

1.
Quais os TRÊS factores que, na sua opinião, são os principais inibidores dos gastos em TI (Tecnologias de Informação) na sua empresa?

2.
Na sua opinião, como classifica a volatilidade dos investimentos dos seguintes projectos/sistemas face a situação económica. Por favor, ordene as opções em ordem crescente de volatilidade (9 - Mais Volátil e 1 Menos Volátil)

3.
Perante o quadro económico actual, como deverão evoluir os investimentos totais em TI, neste ano de 2003, na sua empresa/organização?

4.
Independentemente da evolução do investimento total em TI para o ano de 2003, qual a aposta que a sua empresa/organização conta fazer em novas soluções tecnológicas inovadoras/emergentes (por oposição a consolidar as suas tecnologias correntes)?

5.
Em relação ao que tinha intenções de realizar em 2003, a sua percepção é de que conseguirá fazer (independentemente da variação do orçamento)

 Consulte os painéis anteriores
_Nº 9 - Integração
_Nº 8 - eProcurement
_Nº 7 - Comércio Electrónico B2C
_Nº 6 - E-learning
_Nº 5 - Retorno do Investimento (ROI)
_Nº 4 - CRM
_Nº 3 - Segurança
_Nº 2 - Outsourcing e BPO
_Nº 1 - O impacto da economia nos investimentos em TI
_Nº 0 - Serviços de Mobilidade e Estratégias Multi-canal


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