Miguel e Humberto premiados
pelos melhores trabalhos a Física e Matemática

29 de Outubro de 2003

Os vencedores da terceira edição dos prémios PÚBLICO/ Gradiva foram distinguidos; a quarta edição já está a ser preparada.

 

Esforço, mérito e distinção. Poderão ser palavras normalmente pouco utilizadas – como se fossem “termos malditos e prejudiciais à democratização do sistema educativo”, referiu o secretário de Estado adjunto da Ciência e do Ensino Superior, Jorge Moreira da Silva –, mas foram seguramente as mais ouvidas ontem durante a entrega dos prémios PÚBLICO/ Gradiva, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

E o mérito coube este ano a Miguel Morin, ex-aluno do Liceu Francês, em Lisboa, e Humberto Ayres Pereira, antigo estudante do Colégio dos Cedros, em Gaia. Foram estes, respectivamente, os vencedores dos prémios Bento de Jesus Caraça e Mário Silva, destinados aos melhores trabalhos de Matemática e de Física, apresentados por finalistas do secundário que tenham obtido 18 ou mais valores nos exames nacionais destas duas disciplinas. Fábio Parracho Silva, ex- -aluno da Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes, em Ílhavo, com o trabalho “A Física radical do pára-quedismo”, conquistou uma menção honrosa.

Depois de “muito trabalho, muito esforço e muitas dúvidas – algumas que ficaram por responder ”, da ajuda da irmã, que fez a revisão do trabalho, e das “palmadinhas nas costas do irmão”, Miguel Morin viu reconhecida a qualidade do seu trabalho, dedicado aos “Logaritmos complexos”. Igualmente orgulhoso, Humberto Ayres Pereira, autor do trabalho “Termodinâmica de uma nova pilha de combustível”, citou Einstein e lembrou que “nem tudo o que conta pode ser contado”.

Fábio Silva também viu reconhecido o esforço de todo um ano lectivo para conseguir um 18 no exame de Física – “desde que soube da existência do prémio, defini imediatamente este objectivo” – e, apesar de ter salientado que o prémio não é o mais importante, admitiu que o dinheiro “até vai dar jeito para pagar as propinas”. Todos os trabalhos foram apreciados por um júri que integrou representantes da Gradiva, do PÚBLICO, das sociedades portuguesas de Matemática e de Física e da BP, todos parceiros (a que se junta ainda a Texas Instruments) na iniciativa que vai para a sua quarta edição e que tem como objectivo promover o ensino e a aprendizagem destas duas ciências básicas. O “único prémio existente em Portugal para distinguir os melhores alunos do secundário”, lembrou Guilherme Valente, da Gradiva, atribui um cheque de três mil euros aos vencedores e ainda material didáctico, que também é entregue aos respectivos professores e escolas.

O secretário de Estado da Administração Educativa, Abílio Morgado, salientou ainda o mérito de “milhares de alunos incógnitos” que também mereciam ter sido ontem homenageados.

 

 

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