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17 Maio 2012 - 03h32
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Celebrar a música, os seus grandes intérpretes e as suas grandes canções é o objectivo da colecção que o PÚBLICO, em parceria com a Emi e a Valentim de Carvalho, vai editar a partir de 16 de Março. É uma jornada musical que se inicia nos anos 50 e termina na actualidade, percorrendo géneros tão distintos como o fado, a canção de intervenção, o pop, o rock, o yé yé ou o hip hop.
 
Música portuguesa:
Passado, Presente e Futuro
Estamos na fase do
"faça você mesmo"
Por Ana Filipa Gaspar

Natural de Angola, Kalaf é músico, spoken word artist e cofundador da editora Enchufada. Trabalha há cerca de nove anos na área da música e tem participado em vários projectos, como os Bulllet, Loopless, 1 UIK Project ou Cooltrain Crew. Apelidado de “poeta e mestre da palavra falada”, explica em entrevista como “o futuro da música portuguesa está a ser construído hoje”.

PÚBLICO – Como surgiu o seu interesse pela música?

KALAF – Entrei na música porque apetecia-me fazer parte do movimento que estava na altura a crescer – a chamada música urbana. Mas não no sentido de cantor ou performer. A primeira razão foi querer ouvir certo tipo de música e não a encontrar aqui – a spoken word electrónica. De repente deu-me vontade de fazer algo parecido e comecei. Qual é a sua perspectiva sobre o actual momento da música portuguesa?

É um bom momento.
Essencialmente estamos naquela fase mais democrática da música, a fase do “faça você mesmo”. É uma altura em que o mundo todo vive este momento. Hoje alguém que está no seu quarto com um software básico e um computador razoável consegue fazer música e realizar os seus sonhos.

Em que medida a música portuguesa de hoje é infl uenciada pela música dos PALOP? Essa infl uência existe e isso até é mais claro para quem vem de fora e consegue distinguir um som mais característico do meu país ou de outro qualquer. Eu vejo que Rão Kyao, Paulo de Carvalho, Zeca Afonso são músicos que foram buscar infl uências a todo o lado. Por isso, essa infl uência sempre existiu. Vivemos várias fases dessa infl uência, dessa troca. Hoje é talvez mais gritante. E é essa a premissa do hip-hop. Vive dos outros géneros, é a cultura do sampling. Como é quase impossível vivermos num mundo isolado, em silêncio total, existe sempre infl uência, nem que seja para fazer exactamente o contrário. Qual é, na sua opinião, o futuro da música portuguesa? O futuro é o mundo. A grande questão que sempre se colocou é se a música portuguesa é exportável. O futuro da música portuguesa passa muito por encontrar na sua própria génese aquilo que a liga às restantes músicas. Porque todas as músicas do mundo estão interligadas. O futuro só se torna concreto quando temos consciência do que estamos a fazer hoje. É importante que os músicos se foquem dentro de si, daquilo que os distingue musicalmente. O futuro da música portuguesa está a ser construído hoje. Basta estarmos atentos e experienciarmos em pleno o que se está a passar hoje para termos a certeza de que o futuro será bom. E deixarmos de nos preocupar com as músicas dos outros países.

 
 
 
 
 
 
 
VOL 1 - ONTEM, HOJE E AMANHÃ
CD 1 1957/2007: os anos passam a correr
CD 2 1957: ontem
CD 3 2007: hoje. E amanhã.
   
 
VOL 2 - ANOS 80
CD 1 Era uma vez… o Rock Português
CD 2 Num Mundo Sempre Pop
CD 3 A Música Popular Portuguesa
   
 
VOLUME 3 - Ao Vivo
CD 1 - Eléctrico
CD 2 - Acústico
CD 3 - Recital
   
 
VOLUME 4 - ANOS 50/60
CD 1 - Os Reis da Rádio
CD 2 - Os Reis do Ritmo
CD 3 - Os Grandes do Fado
CD 3 - As paredes têm Ouvidos