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10 Feverreiro 2010 - 12h10
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A cidade que morre quando o sol se põe
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"Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"
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Celebrar a música, os seus grandes intérpretes e as suas grandes canções é o objectivo da colecção que o PÚBLICO, em parceria com a Emi e a Valentim de Carvalho, vai editar a partir de 16 de Março. É uma jornada musical que se inicia nos anos 50 e termina na actualidade, percorrendo géneros tão distintos como o fado, a canção de intervenção, o pop, o rock, o yé yé ou o hip hop.
 
 
A colecção vista por David Ferreira,
autor da selecção
Por Liliana Duarte
   
Uma das coisas que me dá prazer é pôr as pessoas que só gostam de Amália ou do Marceneiro a dizer “o Zeca também é bom”.
   

PÚBLICO – Como surgiu a ideia de criar esta espécie de antologia que abrange 50 anos de música popular portuguesa?

DAVID FERREIRA – Temos colaborado com o PÚBLICO em vários projectos e a ideia de criar uma colecção que traçasse uma história da música popular portuguesa surgiu já há alguns anos. Com o tempo a ideia foi ganhando peso. Porém, só agora defi nimos a fórmula fi nal da colecção. Chegou a pensar-se em algo estritamente cronológico mas o meu colega Eurico Nobre acabou por propor uma solução que foi a adoptada e que nos permite, em 10 semanas, apresentar 10 capítulos da música popular portuguesa, divididos em três subcapítulos. Este tipo de organização deunos uma grande fl exibilidade em termos da organização de cada CD e permitiu-nos jogar com as músicas seleccionadas, tendo em conta tanto a continuidade como o contraste entre elas.

 
 
Música portuguesa:
Passado, Presente e Futuro
Por Ana Filipa Gaspar

Natural de Angola, Kalaf é músico, spoken word artist e cofundador da editora Enchufada. Trabalha há cerca de nove anos na área da música e tem participado em vários projectos, como os Bulllet, Loopless, 1 UIK Project ou Cooltrain Crew. Apelidado de “poeta e mestre da palavra falada”, explica em entrevista como “o futuro da música portuguesa está a ser construído hoje”.

PÚBLICO – Como surgiu o seu interesse pela música?

KALAF – Entrei na música porque apetecia-me fazer parte do movimento que estava na altura a crescer – a chamada música urbana. Mas não no sentido de cantor ou performer. A primeira razão foi querer ouvir certo tipo de música e não a encontrar aqui – a spoken word electrónica. De repente deu-me vontade de fazer algo parecido e comecei. Qual é a sua perspectiva sobre o actual momento da música portuguesa?

É um bom momento.
Essencialmente estamos naquela fase mais democrática da música, a fase do “faça você mesmo”. É uma altura em que o mundo todo vive este momento. Hoje alguém que está no seu quarto com um software básico e um computador razoável consegue fazer música e realizar os seus sonhos.

 
 
Música portuguesa:
Passado, Presente e Futuro
Por Ana Filipa Gaspar

“Mestre incontornável dos técnicos de som durante décadas”, nas palavras de Rui Vieira Nery, Hugo Ribeiro acompanhou a partir de meados dos anos 40 as gravações de inúmeros talentos da música portuguesa, como Carlos Paredes, Amália Rodrigues ou Alfredo Marceneiro, nos estúdios da Valentim de Carvalho. Hoje regressa ao passado para recordar algumas histórias, como a vez em que tapou os olhos a Alfredo Marceneiro para o ajudar a cantar o fado.

PÚBLICO – Quando e como começou a trabalhar na música?

HUGO RIBEIRO – Sou de Vila Real de Santo António, fi z lá o liceu e depois vim para cá [Lisboa] estudar. Um primo apresentou-me ao Valentim de Carvalho e eu fui trabalhar para os estúdios. Comecei a ajudar um senhor que fazia gravações em 78 rotações. Aquilo quando se gravava, não se podia ouvir. Era um drama. Ensaiavase, estava bem, depois tocava-se e fi cava gravado. Tirava-se o disco, metia-se numa caixa e mandava-se para Inglaterra. Quer dizer, o disco nunca podia ser ouvido. Só podia ser ouvido depois de processado, se não estragava-se. Ficávamos perto de um mês à espera de saber se o disco tinha fi cado bom ou não.

 
 
 
 
 
VOL 1 - ONTEM, HOJE E AMANHÃ
CD A 1957/2007: os anos passam a correr
CD B 1957: ontem
CD C 2007: hoje. E amanhã.
   
 
VOL 2 - ANOS 80
CD A Era uma vez… o Rock Português
CD B Num Mundo Sempre Pop
CD C A Música Popular Portuguesa
   
 
VOLUME 3 - AO VIVO
CD A - Eléctrico
CD B - Acústico
CD C - Recital
   
 
VOLUME 4 - ANOS 50/60
CD A - Os Reis da Rádio
CD B - Os Reis do Ritmo
CD C - Os Grandes do Fado
CD D - As paredes têm Ouvidos
   
 
VOLUME 5 - OS ESCRITORES DE CANÇÕES
CD A - Os Cantautores
CD B - A Geração do Rock
CD C - Os Profissionais
   
 
VOLUME 6 - ANOS 90
CD A - Novos Sons na Cidade
CD B - Sextos Sentidos, As Lentas
CD C - Picos de Audiência, Os Grandes Sucessos
   
 
VOLUME 7 - OS GRANDES INTÉRPRETES
CD A - Os Cantores
CD B - As Cantoras
CD C - Os instrumentistas