Esta é a segunda versão de O Homem que Sabia Demasiado (1934). A acção começa em Marrocos, destino de férias de Ben McKenna (James Stewart) e da família – a esposa Jo (Doris Day) e o filho Hank (Christopher Olsen). Aí, Ben conhece o agente secreto Louis Bernard (Daniel Gélin), que é assassinado pouco depois, durante a agitação diária no mercado local. Contudo, antes de morrer, Bernard revela a Ben os planos acerca de um assassínio que vai acontecer em Londres. Subitamente, os McKenna vêem-se envolvidos numa conspiração internacional e o seu filho é raptado, com o objectivo de os assustar.
Envolvido pela espiral da vertigem, o espectador é novamente, em A Mulher que Viveu Duas Vezes, o voyeur privilegiado, ao acompanhar o desespero de um homem apaixonado por uma mulher irreal. James Stewart e Kim Novak são os protagonistas de uma intriga psicológica e complexa, conduzida pelo olhar de Alfred Hitchcock.
L.B. Jeffries é um fotógrafo reconhecido, mas num acidente de trabalho partiu uma perna e agora está imobilizado. A sua única distracção resume-se a espreitar, pela janela, a vida dos vizinhos. Mas eis que a suspeita de um assassínio no prédio em frente dá início a uma investigação empolgante, onde se questiona o voyeurismo – de Jeffries, do espectador e do próprio Hitchcock
Numa loja de animais, Melanie Daniels (“Tippi” Hedren)
é interpelada por Mitch Brenner (Rod Taylor), um advogado
de sucesso que finge confundir a filha do proprietário de
um dos principais jornais de São Francisco com uma
funcionária da loja. Depois de um breve diálogo, Mitch
surpreende Melanie quando ironicamente chama um
pássaro pelo seu nome, deixando a bela jovem intrigada.
Sem uma razão aparente, Melanie decide oferecer um
casal de periquitos à irmã de Mitch e viaja até Bodega Bay,
onde reside a família Brenner. Aí, a jovem tenta passar
despercebida, mas um súbito ataque de uma gaivota dá
um novo rumo à sua visita.